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Erros comuns em projetos de fundações

3 erros comuns em projetos de fundações

Você já elaborou ou precisa elaborar algum projeto de fundação? Esse post é pra você!

Nesse post abordaremos 3 erros comuns que podem acarretar erros na elaboração do seu projeto de fundações.

Alguns desses erros foram de experiências que vivenciei, outros são de relatos de colegas engenheiros.

É interessante frisar também que esses não são os únicos erros que ocorrem em projetos de fundações. Estou aqui citando apenas três desses erros que julgo serem comuns, para que você tenha mais atenção a esses pontos!

Mas agora, vamos deixar de papo e vamos ao conteúdo =)

Você pode acompanhar esse conteúdo também assistindo o vídeo que preparamos pra você!

1º erro – Sondagem

Sim, erros de sondagem (e a falta da sondagem principalmente) são bem comuns e ocasionam MUITOS erros em projetos de fundações.

Necessidade de sondagem!

Você sabe que todo projeto de fundação começa com a correta sondagem e interpretação dos laudos de sondagem, não é mesmo?

Pois é, parece óbvio, mas acredite que em muitas obras não é realizado o número mínimo de furos de sondagem e, às vezes, nem é realizada a sondagem do terreno.

Número mínimo de furos de sondagem
Número mínimo de furos de sondagem

Por isso, é sempre importante conscientizar o cliente, ou construtor, que a realização da sondagem é imprescindível para o correto desenvolvimento do projeto de fundações.

Resumindo, podemos afirmar que:

  • 100% das vezes que você realiza sondagem, você está indo a favor da segurança!
  • A grande maioria das vezes, você também está indo a favor da economia, como já exemplificamos bem no vídeo abaixo.

Então, estejamos cientes da importância da realização da sondagem para a elaboração segura de projetos de fundações!

Erros na realização sondagem

Pronto! Você já convenceu o cliente da necessidade de realizar sondagem. Agora está tudo certo, né?

Infelizmente, não!

Sabemos que existem muitas empresas realizando um trabalho sério e com grande controle de qualidade nos seus equipamentos e qualificação dos funcionários.

Porém, algumas empresas acabam fazendo uso de materiais já bem deteriorados, pouca qualificação de mão de obra e, sem supervisão de engenheiro na execução do ensaio de sondagem.

Imagem da execução de um ensaio SPT.
Imagem da execução de um ensaio SPT.

E tudo isso pode levar a resultados de sondagem bem discrepantes com as características do solo presentes no terreno!

Por isso, além da contratação de uma empresa para realização do ensaio de sondagem, é interessante também que o engenheiro responsável pela obra tenha senso crítico quando analisar o perfil de sondagem e tentar verificar, mesmo que visualmente, se há alguma discrepância entre o laudo de sondagem e o solo no terreno.

Se você é o engenheiro responsável pelo projeto de fundações, tente visitar o local da obra ou, ao menos, manter contato com o engenheiro de obra ou o engenheiro responsável pela sondagem do terreno!

2º erro – Ignorar o bulbo de tensões

Outro erro bastante comum na elaboração de um projeto de fundações é ignorar o bulbo de tensões.

Mas o que vem a ser o bulbo de tensões?

Se você quiser saber um pouco mais, temos um post completo sobre isso. Mas de maneira resumida, o bulbo de tensões é o conjunto de várias curvas de isovalores de tensões verticais no solo induzidas por um carregamento externo.

Bulbo de tensões
Bulbo de tensões

Ou seja, ao apoiar uma sapata sobre uma camada de solo, a tensão impressa por essa sapata vai chegar até profundidades da ordem de 2x sua dimensão. Logo, precisamos nos preocupar não apenas com a camada de assentamento da nossa fundação, mas também com as camadas abaixo da mesma!

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Por que considerar o bulbo de tensões

Ainda está confuso? Vou te explicar como isso pode levar a erros no seu projeto!

Vamos imaginar uma situação com a sondagem apresentada abaixo.

Exemplo de sondagem
Exemplo de sondagem

Bem, você pode pensar da seguinte forma: já tenho um bom NSPT (10) à profundidade de 1,0m. Então, vou assentar minha sapata nessa profundidade!

Pois bem, mas perceba que abaixo dessa cota existem diversos valores de NSPT inferiores a 10.

Logo, você precisa também verificar se a tensão que chegará a essas camadas são compatíveis com a resistência da mesma! Caso contrário, você estaria subdimensionando sua fundação e poderia ter problemas futuros com a segurança da sapata ou mesmo com recalques.

Uma solução seria fazer uma média entre todos os NSPT das camadas que serão “atingidas” pelo bulbo de tensões e assim dimensionar sua sapata para tal tensão admissível.

Outra situação que pode ocorrer na sua obra é de dois pilares muito próximos um do outro. Caso isso ocorra e eles estejam nascendo em sapatas isoladas, é possível que haja uma superposição dos bulbos dessas fundações!

Recalque por sobreposição de bulbos
Recalque por sobreposição de bulbos

Então, se atente a isso! Verifique essa possível superposição e analise se a melhor solução não seria uma sapata associada para esses pilares!

 3º erro – Escolha equivocada do tipo de fundação

Considero esse um erro comum por dois motivos principais:

  • Desconhecer os métodos construtivos da região/construtor;
  • “Erro” na interpretação da sondagem SPT.

 

Por que você deve ter contato com engenheiros de obra?

Você deve sempre ter soluções técnicas, que levem em conta a segurança e a economia na execução!

 

Vou dar um exemplo prático. Imagine que você recebe um perfil de sondagem e define que vai ser preciso fazer uso de fundações profundas. Então, você pode adotar estacas ou tubulões.

Aí então, você deve entrar em contato com o construtor, apresentar ambas as soluções e saber qual será a mais viável para a obra.

Pode ser, por exemplo, que na cidade em questão não tenha empresa que execute estacas cravadas, então seria muito caro trazer uma empresa de fora para cravar. Pode ser também que o construtor já tenha tido experiências ruins com tubulão e prefira executar estacas, por sua segurança.

Por isso reafirmo que é sempre importante tal comunicação entre os profissionais!

Sobre o “erro” na interpretação da sondagem SPT (perceba que eu coloco erro entre parênteses) considero que é um erro no julgamento entre o laudo de sondagem recebido e as cargas que você precisa distribuir no solo através da fundação.

Às vezes, são utilizadas fundações profundas onde se poderia sim, executar fundações rasas, obviamente verificando sempre as tensões admissíveis e recalques no solo.

Imagine outra situação. Em que você encontra uma rocha no ensaio SPT e você decide apoiar sua fundação sobre a mesma. É importante ter noção da magnitude da carga que está chegando a tal fundação, pois talvez o mais indicado seja realizar um ensaio de sondagem rotativa, a fim de saber a qualidade dessa rocha!

 

Caso ainda tenha ficado alguma dúvida ou mesmo sugestão para algum post futuro, deixa nos comentários que a gente responde =)

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Até um próximo post, pessoal! =)

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